terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais uma criança morta na terra das milhares




Chegando da faculdade a noite subindo e descendo ladeiras vi meu coração ser flagelado por uma cena triste de um jovem jogado ao chão ao lado de um carro vermelho expelindo sangue por todos os lados.
Impressionaste como segundos de atraso poderiam ter me retirado da linha de fogo. Por está morrendo de sono acabei descendo em um ponto anterior ao meu, andei bastante até chegar na rua onde moro na liberdade, e quando cheguei fui recepcionado a sons de tiros que não soube interpretar logo de cara, mas, observando as pessoas em suas casas, percebi que alguma coisa estava acontecendo. Na metade da ladeira avistei um grupo de pessoas em forma de semi-circulo (cliché) ao redor do corpo, me aproximei, agachei, observei os pés do garoto de aparentemente deis anos e percebi que tremiam desordenadamente, então encarei as feridas, seu rosto triste, seus olhos fechados e sua agonia tentando não me sentir mexido com isso. As pessoas, olhavam curiosas, uns dizendo que queriam ganhar dinheiro com a matéria para beber no final de semana filmando com o celular, outros falando"esse ai morreu" e outros como eu, curiosamente pasmos. Senti náuseas, a boca seca, o corpo em minha frente me fazia refleti sobre vida e morte, sobre a mente sombria humana, sobre as crianças desse pais que nascem, malmente crescem e tragicamente morrem.
... - Me levantei, recebi um abraço apertado da minha garota que vinha em minha direção assustada, olhei novamente o corpo e parti com os olhos chocados.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Soneto do tempo e o vento



Celebrando o tempo,
Cultivando a vida,
Esculpindo momentos
em frases escritas.

Perdendo-se do foco;
Sonhos imaginários,
Momentâneamente perdidos,
Derivado de outros corpos.

Costurando pensamentos,
Distintos do pensamento inicial,
Ludibriando o tempo
em osmose universal.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Suportar




Não existe dormir quando o sono é uma cilada,
a cabeça no travesseiro me leva para uma longa estrada,
onde o pensamento de pensar faz com que não pense em nada.

Querendo abrigo, proteção em um mar de caos,
isolado, vendado pelas trevas, escrever é a única salvação,
Uma dor interna, fixa, destruindo as linhas do meu coração.

Sequestro de nostalgias meus melhores momentos,
Sangrando por dentro levado pelo mar de medo,
Sofro minha dor e minhas magoas como um verdadeiro guerreiro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O desconhecido e os céticos

(Edvard Munch - The Scream)


Com o tempo você aprende a ser quem realmente é. A viver o que realmente se vive e sentir quem realmente sente e a ter expectativas verdadeiras sobre o que existe. Com o tempo você amadurece o pensamento, define o que é certo e errado, evita e cede diariamente ao pecado. Digamos que somos como as estações, mudando sempre, mas, até mesmo as estações vivem uma mudança continua, reproduzindo suas personalidades para cada época e repetindo anualmente esse ciclo, sentindo o calor do verão e o frio do inverno.
Temer o desconhecido é como temer a vida e todos os momentos que ela proporciona; suas perspectivas, é temer tudo aquilo que não se sabe, e acredite, nunca se sabe de tudo, por isso, somente por isso, sofrem todos os céticos. Com suas ideias fixas não enxergam possibilidades, criam fantasias que podem provar com argumentos banais e banalizam os outros, exibem a falta de uma conciência critica e analítica de interpretar e julgar os fatos. Não aceitam ideias alheias se distanciando de tudo aquilo que não conhecem, preferem sujar as mãos de sangue a ceder sobre a carência de suas palavras, preferem ofender do que entender aquele que observa e cala.