sexta-feira, 29 de julho de 2011

Clown




Em cada ideia dada ocorrem gargalhadas,
Seus movimentos sempre são interpretados como cómicos,
Seu carater é esquecido quando a plateia se vai.

Uma nova plateia o aguarda para mais um espetáculo,
Seus lábios se destravam bruscamente em um sorriso gigantesco,
Ele vive novamente das expectativas alheias.

No seu quarto, no final da noite acompanhado de uma garrafa de vodka,
Ele ri sarcasticamente da própria historia e das suas frustações.
Preferia morrer do que fazer mais alguém ri de suas doces ilusões.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais uma criança morta na terra das milhares




Chegando da faculdade a noite subindo e descendo ladeiras vi meu coração ser flagelado por uma cena triste de um jovem jogado ao chão ao lado de um carro vermelho expelindo sangue por todos os lados.
Impressionaste como segundos de atraso poderiam ter me retirado da linha de fogo. Por está morrendo de sono acabei descendo em um ponto anterior ao meu, andei bastante até chegar na rua onde moro na liberdade, e quando cheguei fui recepcionado a sons de tiros que não soube interpretar logo de cara, mas, observando as pessoas em suas casas, percebi que alguma coisa estava acontecendo. Na metade da ladeira avistei um grupo de pessoas em forma de semi-circulo (cliché) ao redor do corpo, me aproximei, agachei, observei os pés do garoto de aparentemente deis anos e percebi que tremiam desordenadamente, então encarei as feridas, seu rosto triste, seus olhos fechados e sua agonia tentando não me sentir mexido com isso. As pessoas, olhavam curiosas, uns dizendo que queriam ganhar dinheiro com a matéria para beber no final de semana filmando com o celular, outros falando"esse ai morreu" e outros como eu, curiosamente pasmos. Senti náuseas, a boca seca, o corpo em minha frente me fazia refleti sobre vida e morte, sobre a mente sombria humana, sobre as crianças desse pais que nascem, malmente crescem e tragicamente morrem.
... - Me levantei, recebi um abraço apertado da minha garota que vinha em minha direção assustada, olhei novamente o corpo e parti com os olhos chocados.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Soneto do tempo e o vento



Celebrando o tempo,
Cultivando a vida,
Esculpindo momentos
em frases escritas.

Perdendo-se do foco;
Sonhos imaginários,
Momentâneamente perdidos,
Derivado de outros corpos.

Costurando pensamentos,
Distintos do pensamento inicial,
Ludibriando o tempo
em osmose universal.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Suportar




Não existe dormir quando o sono é uma cilada,
a cabeça no travesseiro me leva para uma longa estrada,
onde o pensamento de pensar faz com que não pense em nada.

Querendo abrigo, proteção em um mar de caos,
isolado, vendado pelas trevas, escrever é a única salvação,
Uma dor interna, fixa, destruindo as linhas do meu coração.

Sequestro de nostalgias meus melhores momentos,
Sangrando por dentro levado pelo mar de medo,
Sofro minha dor e minhas magoas como um verdadeiro guerreiro.